Brasil gasta milhões tratamento do tabagismo todos os anos

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O prejuízo anual no Brasil com despesas médicas, incapacidade de trabalhadores ou morte prematura chega a R$ 56,9 bilhões por ano. A arrecadação com a venda do cigarro que é de R$ 12,9 bilhões parece ser um número alto mais não chega à metade do que é gasto para tratar doenças causadas por ele

Estudos realizados pelo Instituto Nacional do Câncer Jose Alencar Gomes da Silva (Inca), mostram que doenças pulmonares obstrutivas crônicas são causadas pelo tabagismo, que gerou um gasto de R$ 16 bilhões em 2015. Já as doenças cardíacas que não ficaram muito atrás geraram um gasto de R$ 10,3 bilhões.

O estudo apontou também que 256.216 pessoas morreram com alguma doença relacionada ao tabagismo e esse número representa 12,6% dos óbitos em 2015 de pessoas com mais de 35 anos. Desse total 35 mil morreram de doenças cardíacas e 31 mil por doença pulmonar obstrutiva crônica e 23.762 morreram de câncer no pulmão. Os fumantes passivos chegaram a um total de 17.972 mortes.

“O Brasil é um dos pioneiros nessas políticas e os números mostram uma relação direta entre o controle do tabagismo e a redução da prevalência de determinados tipos de câncer, relacionados a esse hábito. São doenças absolutamente evitáveis, é um problema mundial, mas a conscientização acerca dos males relacionados ao tabagismo só vêm aumentando e os governos precisam adotar políticas de Estado, de nação, para efetivamente buscar essas estratégias de redução do uso do tabaco” explica a diretora-geral do Inca Ana Cristina Pinho.

Nos próximos dez anos o preço do cigarro subirá 50% segundo estudos e essa medida poderá evitar 130 mil mortes, 100 mil derrames e por volta de 65 mil casos de câncer o que geraria uma economia com saúde de R$ 97 bilhões além do aumento na arrecadação tributária. Porém ainda existe o contrabando de cigarros que dificulta no aumento do preço.

“Há uma proposta do aumento de 50% no preço dos cigarros, que implicaria em redução do consumo. Mas se houver muito contrabando não teremos o efeito que queremos com o aumento do preço e perdemos o controle da qualidade. Os cigarros contrabandeados representam mais da metade do consumo no Brasil e, evidentemente, não está sob controle da nossa vigilância sanitária” segundo o Ministro da Saúde Ricardo Barros. Proibir aditivos de sabores também será uma medida tomada. “Foi uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para proibir os aditivos de sabor ao cigarro. Foi judicializado pela indústria do tabaco e está sob julgamento no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria da ministra Rosa Weber, está com pedido de vista. Temos feito visitas, já fui pessoalmente, e temos insistido com a Advocacia Geral da União para agilizar isso”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento, para discutir os impactos socioambientais em todo o planeta gerados pela produção e consumo de produtos derivados do tabaco. Veja também: Cigarro mata mais de 5 milhões de pessoas no mundo