Cientistas criam pulseira capaz de detectar diabetes e fibrose cística através do suor

Atualmente há um grande número de aparelhos médicos que servem para controlar a frequência cardíaca, para medir a atividade do sono, e até mesmo para contar as calorias que o corpo gasta, mas todos eles tendem a se concentrar em parâmetros físicos que fornecem apenas informações limitadas sobre a nossa saúde. Agora, uma equipe de cientistas desenvolveu um dispositivo que, através do suor, pode detectar doenças como a fibrose cística ou diabetes.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) criaram um dispositivo, semelhante a uma pulseira, que provoca e recolhe o suor de forma não invasiva. Depois mede sua composição molecular e envia os resultados eletronicamente para uma análise que fará o diagnóstico subsequente do paciente. O estudo foi realizado em colaboração com a Universidade da Califórnia-Berkeley (EUA). Os especialistas, cujo trabalho foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS, realizaram dois estudos diferentes com o sensor.

Os cientistas determinaram que a pulseira pode ser útil para detectar doenças tais como fibrose cística, uma condição que causa o acumulo de muco nos pulmões e pode ser detectado por níveis elevados de íons de cloreto na transpiração de uma pessoa. Além disso, eles têm usado este dispositivo para comparar os níveis de glicose no sangue e no suor, sendo assim, o dispositivo também consegue identificar o diagnóstico de diabetes.

O dispositivo é uma grande fonte de informação e também de fácil acesso para diversas aplicações, explicou o pesquisador Ronald Davis em um comunicado. O sensor, que adere à pele, estimula as glândulas sudoríparas e, assim, detecta a presença de diferentes moléculas e íons com base nos seus sinais elétricos. Dessa forma, quanto mais existe cloreto no suor, mais tensão ocorre no sensor.

Durante o estudo, o sensor detectou um elevado teor de eletrólitos no suor de três doentes com fibrose cística, em comparação com os seis pacientes saudáveis. Além disso, eles também detectaram níveis elevados de glicose no suor em seis dos sete pacientes saudáveis após terem consumido oralmente uma quantidade de glicose.

Até agora, os métodos convencionais para o diagnóstico da fibrose cística, necessitam que o paciente dirija-se até um centro especializado e realize um procedimento que dura cerca de 30 minutos para realizar a estimulação. Feito isso é recolhido uma amostra e é feito uma análise de suor para investigação. Este processo costuma ser algo particularmente problemático quando aplicado em crianças ou em locais remotos.

O novo dispositivo é durável e pode trabalhar com um telefone inteligente, que envia as medições para uma nuvem e recebe os resultados, que é revisado por um pessoal qualificado. Além do diagnóstico, o dispositivo também pode ser útil no desenvolvimento de medicamentos e personalização. A fibrose cística é causada por qualquer um das milhares mutações que podem afetar o gene CFTR, e com este dispositivo, também seria possível determinar quais os fármacos que mais funcionam para cada mutação.

Agora, a equipe trabalha para determinar e encontrar outras ligações entre as medidas do suor e da saúde. Com isso, eles pretendem integrar o dispositivo em um relógio inteligente, ou em um formato similar, para que ele possa ser acessado por uma população mais ampla. A investigação científica tem indicado que isso vai além do desenvolvimento de um dispositivo, porque é “uma nova forma de compreensão da saúde”.

 

Fracasso no ocidente Vigilante do Amanhã faz sucesso no Japão

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Uma das grandes apostas par o cinema do ano de 2017 e também a primeira grande polêmica do cinema neste mesmo ano, o filme Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell, teve um primeiro final de semana fraquíssimo, arrecadando apenas 19 milhões no seu primeiro final de semana.

Entre polêmicas e ser um filme considerado de como temática de nicho, o filme que fracassou no ocidente, podendo dar um prejuízo de 60 milhões ao estúdio, no entanto, funcionou muito bem no Japão, país de origem da versão original, e vem arrecadando cada vez mais por lá.

A polêmica que não incomodou o público oriental

O the hollywood Reporter, empresa de grande nome entre a mídia especializada, resolveu entrevistar espectadores e fãs japoneses sobre o filme e a polêmica do embranquecimento, no entanto os entrevistados aparentemente não apenas gostaram do filme como não viram a escalação de atores como um problema. E isso pode ser notado também pelas notas da crítica japonesa e a arrecadação naquele país.

O embranquecimento, é um termo usado para quando a produção do filme escala norte-americanos caucasianos para interpretar papeis de personagens que originalmente seriam de outras etnias, como a japonesa da personagem principal original de Ghost in the Shell.

Outro clássico das animações japonesas dos anos 80 que teria uma versão hollywoodiana, esta que por sua vez foi cancelada no em 2016 foi o filme Akira, também cultuado pelo enredo complexo e profundo, da mesma linha das produções como Ghost in the Shell (versão original). No entanto não houve uma resposta clara sobre o motivo deste filme ter sido cancelado.

Concorrência pesada

O estúdio atribui a situação da produção à polêmica do embranquecimento, ou Whitewashing, mas também foram apontados o fator das críticas e concorrência, já que o filme estreou na mesma semana que A Bela e a Fera, que além de ser um clássico ocidental conhecidíssimo, contava com o carisma que Vigilante do Amanhã não teria no Ocidente.

O futuro das versões Hollywoodianas

Diante do cancelamento repentino de uma produção e do considerado fracasso de Vigilante do Amanhã, fica incerto o destino das versões norte americanas de filmes e animações japonesas refeitas em solo americano.

O presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, fala sobre a gestão de pessoas e das responsabilidades de um líder

 

Eduardo Sirotsky Melzer – neto mais velho do fundador do Grupo RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho – é um amante do exercício de gestão de pessoas, dos negócios e do sucesso. Pelo menos é assim que ele é visto por muita gente. Atualmente, ele é o presidente do Grupo RBS – uma das maiores companhias de comunicação do país, uma empresa que, segundo o próprio Duda Melzer, como também é conhecido, é familiar profissional.

Um apaixonado por pessoas, é como ele se define – alguém que adora buscar não só a própria felicidade, mas também a da equipe de trabalho. E de liderança ele entende. Desde o dia primeiro de janeiro de 2016 – além da presidência-executiva do Grupo RBS, assumida em julho de 2012 – Eduardo Sirotsky Melzer acumula também a função de presidente do Conselho de Administração da companhia, cargo antes ocupado por seu tio, Nelson Sirotsky.

Para o neto mais velho de Maurício Sirotsky Sobrinho, a liderança compreende duas grandezas indispensáveis: o domínio das competências em negócios, e das competências em pessoas. E a receita para o sucesso? Bom para Duda Melzer a combinação perfeita é o foco nas pessoas e a coragem para expandir os negócios. O papel de um líder é focar na excelência em execução, escolher bem o seu “time”, prestar atenção no perfil de cada pessoa e entender onde e no que cada profissional é bom de verdade, salienta o executivo, que ainda afirma que uma empresa chega a lugares inimagináveis se possuir um time de ponta formado por pessoas apaixonadas pelo que fazem.

Entre as dicas do atual presidente da rede de comunicação da família Sirotsky, está aprender a escutar os mais experientes. Eduardo Sirotsky Melzer refere-se ao tio e ex-presidente do Grupo, Nelson Sirotsky – para o líder do Grupo RBS, ter Nelson Sirotsky por perto é uma vantagem competitiva muito grande, além de ser um privilégio. Segundo o executivo, para se tornar realmente um bom líder, é fundamental entender que não se pode fazer tudo sozinho e, mesmo mantendo um estilo particular de comando, é preciso respeitar o legado dos mais experientes. Ele conta que valorizar as pessoas mais velhas foi uma lição marcante aos 19 anos de idade.

Para Eduardo Sirotsky Melzer também é essencial, na liderança de um empreendimento, ter responsabilidade e compromisso com o crescimento, focar no desenvolvimento, ultrapassar as fronteiras, criar uma identidade, saber mantê-la, ter capacidade de transformação, se adequar às mudanças, à tecnologia, usá-las sempre a favor da evolução do negócio, inovar, estar perto das pessoas, dos profissionais, e dos funcionários que contribuem positivamente e levam pra frente a empresa, tratar todos bem, com respeito e, especialmente, entendê-los.

Ainda é preciso estar bem alinhado com os valores da companhia, ter brilho no olho e sorrir. Além disso, é crucial acreditar na importância do planejamento e na paixão pelo trabalho, bem como realiza-lo com eficiência e intensidade para que o resultado seja sempre o melhor – e, segundo o que avalia, Eduardo Sirotsky Melzer, isto vale para todo mundo, para cada pessoa, e não apenas para empresas, empreendedores ou líderes.

Abril foi um mês propício ao plantio da safra de inverno, com massa de ar polar e chuvas

Entre o fim de abril e o início de maio, um tempo bom para os produtores

No final do mês de abril deste ano, de origem polar, chegou ao nosso país uma massa de ar de força acentuada, que ocasionou daí então, obviamente, uma queda acentuada da temperatura, a partir do dia 27 do mesmo mês. E essa diminuição brusca da temperatura não se deu apenas na Região Sul do país, mas também atingiu uma parte da região Sudeste, além do Centro-Oeste e do Norte. Estimava-se, à época, que seu prolongamento se daria até o começo do mês seguinte, maio, mas já se sabia que nos dias 28 e 29 do mês de abril é que esta chegaria à sua atuação máxima.
Apesar dessa massa fria no final do mês de abril, todo esse mesmo mês foi marcado pela chuva, isso em praticamente todas as regiões produtoras de nosso país. E por consequência disso, foi então possível a elevação e a manutenção da umidade do solo, o que acabou dando condições muito favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de 2ª safra, a exemplo do milho e do algodão. A ponto de, já nessa época, estimar-se que a produção do ano seria recorde.

Entendendo mais da massa polar
O centro dessa massa de ar, a porção mais fria dela, avançou para região que fica entre o norte do Paraguai, o sul da Bolívia e o norte da Argentina, ainda na madrugada do dia 27 desse mês em questão. Desse modo, ocasionou-se a chegada do ar frio de forma mais forte e mais facilmente, não só ao Sul do país, mas também ao Centro-Oeste. Sem contar que, quando nesta posição, o centro de uma massa de ar com origem polar também provocou o frio no Acre, além do estado de Rondônia e do sul do estado do Amazonas.

O tempo e sua influência na produção agrícola do país
Após o período de chuvas já citado, que durou quase o mês de abril inteiro, com a presença da massa de ar polar, já no seu final, e sobre o centro-sul do Brasil, o tempo então abriu, sem que houvesse previsão de chuva. Com isso, houve a possibilidade de que os produtores finalizassem os trabalhos de colheita da soja, arroz e milho.
Enquanto isso, em relação ao resto do país, a previsão era de que chovesse apenas em Minas Gerais, no norte de Goiás e no Pará; já em Mato Grosso, de forma mais localizada na região da metade leste e regiões de divisa com o Pará, houveram pancadas de chuva nestas.
E seguia como provável, para o mês seguinte, maio, que as chuvas ainda caíssem sobre as áreas produtoras tanto do Centro-Oeste quanto do Sudeste, com maior intensidade durante a primeira quinzena desse mesmo mês. Só que essa chuva, por ser de baixa intensidade e muito localizada, não afetaria as condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de 2ª safra.
Já no Sul do país, por sua vez, as frentes frias continuaram avançando com uma boa frequência, a exemplo das massas de ar polar. E isso pôde então manter o solo com níveis bastante úteis ao plantio da nova safra de inverno, tendo como exemplo não só o do plantio de trigo, como também o desenvolvimento do milho 2ª safra.

A presença de animais de estimação, diminui o risco de obesidade e alergias em bebês

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Um estudo recente realizado pela Universidade de Alberta, localizada no Canadá, revelou que bebês que tem contato constante com animais de estimação, têm menos chances de desenvolverem alergias ou se tornarem obesos. O estudo ainda revelou que 70% dos casos ainda são associados aos cachorros. Sendo assim, os cientistas concluíram que o contato com os animais, desde o primeiro momento de vida, é muito importante para um desenvolvimento saudável no futuro.

Os pesquisadores utilizaram um método nada convencional para chegarem a essa conclusão. Foram coletadas amostras de bactérias no cocô de 746 bebês, com até 3 meses de vida. A análise foi feita por uma equipe do médico pediatra Hein M. Tun, e revelou que todos os bebês que tinham contato com animais, possuíam dois tipos de micróbios nas fezes: o Ruminococcus e o Oscillospira. Esses dois micróbios são bastante comuns no intestino de pessoas que não são obesas e que não tem nenhum tipo de alergia. Aparecem ainda mais frequentemente, nas fraldas dos bebês que tiveram contato com cachorros, desde quando ainda estavam no útero da mãe. A conclusão foi que a convivência com os animais de estimação, excepcionalmente os cachorros, contribuem para melhor a microbiota intestinal dos seres humanos.

Além disso, o artigo ainda revela que a presença dos animais de estimação é fundamentais no período da gravidez, pois esse contato diminui as chances dos bebês recém-nascidos adquirirem pneumonia assim que nascem. Nesse caso mais específico, a doença é causada por uma série de bactérias chamadas de GBS, que são comumente encontradas no intestino, nas mucosas da boca e da vagina. Nos adultos, essas bactérias são totalmente inofensivas, porém, nos bebês elas podem causar uma pneumonia logo ao nascer. No entanto, as mulheres que tinham contato com animais de estimação enquanto estavam grávidas, tiveram bebês muito mais resistentes a essas bactérias.

Já existe uma teoria e diversos artigos científicos que falam sobre a exposição a animais e sujeira, ligado diretamente com uma melhor imunidade. Um outro estudo já revelou que ter um cachorro, diminui o risco do bebê desenvolver a asma. Os cientistas até avaliam que futuramente, a indústria acabe inventando algum tipo de suplemento a base de bactérias de animais de estimação. A co-autora do estudo, Anita Kozyrskyj, revelou: “Não duvido que a indústria farmacêutica tente criar suplementos com esses micróbios, mais ou menos como fizeram com probióticos [doses de bactérias benéficas para o sistema digestório que podem ser compradas em farmácias]”.

Contudo, a melhor maneira de adquirir essa imunidade e esses benefícios para a saúde dos bebês, é ter animais de estimação. Outros estudos revelaram que a presença dos bichinhos é totalmente benéfica para a interação social das crianças, além de tornar o lar muito mais alegre.

BID e ICE provem iniciativa para apoiar negócios brasileiros de impacto socioambiental– com Flavio Maluf

Estão abertas, desde o dia 20 de abril, as inscrições para a Chamada de Financiamento Semente para Negócios de Impacto Socioambiental e aporte a aceleradoras e incubadoras. A iniciativa foi anunciada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Instituto Cidadania Empresarial (ICE). O presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf, reporta que a intenção das instituições é apoiar o desenvolvimento e estruturação de negócios de impacto e também fortalecer a atuação de aceleradoras e incubadoras no país. Quem tiver interesse pode se inscrever até dia 31 de maio.

Para tanto é preciso estar atento ao fato de que são elegíveis aceleradoras e incubadoras de negócios de impacto com sede no Brasil e que já tenham experiência com o setor, salienta Flavio Maluf. Os negócios de impacto também precisam atender aos requisitos e critérios de seleção e avaliação disponíveis no regulamento que pode ser conferido no site ice.org.br.

Cada incubadora e aceleradora poderá apresentar até sete negócios de impacto de seu portfólio que:

  • Possuam como missão o compromisso com o desenvolvimento de produtos ou serviços que contribuam para melhorar a vida de populações vulneráveis;
  • Monitorem periodicamente os indicadores de resultados sociais, ambientais e financeiros de suas atividades;
  • Tenham como atividade principal aquela que contribua para a solução de um problema social ou ambiental;
  • Tenham finalizado, até abril de 2014, o processo de incubação ou aceleração;
  • Possuam ao menos um dos sócios dedicado integralmente à atividade.

Segundo o que noticia o executivo Flavio Maluf, as aceleradoras e incubadoras também precisam atuar a pelo menos dois anos, além de já ter em seu portfólio pelo menos quatro negócios de impacto. Os negócios de impactos, por sua vez, serão avaliados e selecionados sempre em conjunto com suas aceleradoras e/ou incubadoras – aquelas que não atenderem aos requisitos de elegibilidade, consequentemente, serão desclassificadas, bem como as empresas que fazem parte do seu portfólio, acentua Flavio Maluf.

A chamada é parte de um compromisso firmado pelas duas instituições de fortalecimento do ecossistema de negócios sociais no país – o BID e o ICE – e trata dos desafios apresentados para o setor pela Força Tarefa de Finanças Sociais de ampliação da oferta de capital, aumento do número de negócios de impacto, fortalecimento das organizações intermediárias; e promoção de um macro ambiente favorável.

O presidente das empresas Eucatex ainda sobressai que, atualmente, por meio de diferentes mecanismos de financiamento, R$13 bilhões são investidos ao ano no setor de negócios relacionados ao impacto socioambiental. A ampliação desses mecanismos e a atração de novos investimentos são alguns dos principais desafios para a área. A expectativa é de que até o ano de 2020 o investimento anual chegue a R$50 bilhões – isso com uma maior oferta de produtos e de capital, conclui o empresário e executivo Flavio Maluf.

As instituições

O Banco Interamericano de Desenvolvimento é a principal fonte de financiamento para o desenvolvimento da América Latina e o Caribe. A entidade oferece empréstimos, subsídios e cooperação técnica, e realiza inúmeras pesquisas. Já o Instituto Cidadania Empresarial é uma organização da sociedade civil que atua na articulação de líderes e no fomento de inovações sociais.

Consumo de alimentos congelados aumentou no Brasil

 

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Segundo um estudo publicado recentemente, o Brasil é o país da América Latina em que os consumidores mais consomem alimentos congelados. O estudo aponta que o motivo pelo qual 61% dos brasileiros consomem alimentos congelados está na preferência por algo prática, simples e rápido e cozinhar. O mesmo estudo indica que as marmitas e os menus pré-concebidos são as escolhas preferidas pelos consumidores que efetuaram o estudo. Além destes fatores, a qualidade da alimentação ter melhorado consideravelmente foi outro fato determinante para conquistarem as preferências dos brasileiros.

A pesquisa foi realizada pelo Ibope Brasil Food Trands 2020 e traz dados concretos sobre o estilo de vida dos brasileiros. O estudo dividiu os intervenientes em três classes distintas e igualitárias (todas as classes tinham 33% dos intervenientes), tinham um emprego com duração máxima diária, e por isso, os intervenientes reclamaram a falta de tempo para se dedicar a tarefas domésticas ou alimentares, optando por opções mais práticas e rápidas. Outro estudo, agora realizado pelo Consumer Watch Express Shopper, indica que mais de metade dos brasileiros (61%) preferem consumir este tipos de refeições.

A verdade é que com o passar do tempo e à medida que o ritmo das vidas da sociedade brasileira foi aumentando, estes tipos de ofertas alimentares passaram a ganhar a sua posição no mercado alimentar. Este tipo de comportamento alimentar que era apenas visto nas classes mais abastadas, acabou por se alastrando às restantes classes sociais, principalmente nas metrópoles ou grandes cidades brasileiras onde o papel da mulher ganhou uma maior notoriedade e necessidade.

A entrada das comidas congeladas no cardápio brasileiro levou a uma consequente mudança nos hábitos alimentares das pessoas intervenientes e nas indústrias que produzem os alimentos como os setores de atacado ou varejo. Neste momento, a aposta destes setores passa por encontrar alternativas para oferecer o seu produto com a melhor qualidade possível e que seja fácil de serem preparados para uma pessoa ou para a sua família. Outra pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Industrias de Alimentação refere que a estimativa da receita total que o mercado alimentar recebe dos alimentos congelados prontos para consumir ultrapassou os 7 bilhões de reais há seis anos atrás. Já outro tipo de forma de preparação alimentar como o foodservice lucrou perto de 100 bilhões de reais no ano de 2012.

Segundo o que estes dados apontam estamos perante um negócio em clara evolução. Este estudo refere que mais de duas centenas de cidades do Brasil ainda não têm este tipo de comportamentos incorporados no seu estilo de vida da classe média brasileira, contudo outro dado que é irrefutável e que ajuda a compreendera dimensão do negócio no Brasil é o fato dos brasileiros estarem a dispender mais dinheiro e tempo em comer fora de casa.

O Brasil pretende aumentar sua produção agrícola utilizando tecnologias para minimizar o impacto ambiental

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O que ajuda a lavoura a crescer vem do céu, e não é só a chuva. Os drones fazem aquelas imagens espetaculares, porque conseguem chegar onde é quase impossível. Como no meio de uma lavoura sem pisar em nenhum pé de soja. Os drones são orientados por GPS, o Sistema de Posicionamento Global por Satélite, usam sensores de luz infravermelha para fazer um Raio-X nas plantas a fim de descobrir doenças no lugar exato da lavoura.

Em vez da mão calejada pela inchada, o agricultor agora precisa de sensibilidade nos dedos. Por isso, o serviço nacional de aprendizagem rural criou o curso de piloto de drone. A engenheira agrônoma, Luana Belusso explica: “Eu quero utilizar essa tecnologia que é a questão de imagem, para nós verificarmos a questão de pragas, questão de infertilidade de solo, mancha de solo. Nós conseguimos agir em tempo de reverter um possível problema.”

Tem pessoas que sonham em dirigir veículos caros e os maquinários como a colheitadeira, custa em média R$ 1,5 milhão. Não precisa nem saber dirigir, pois o GPS faz tudo sozinho. É como um carro de luxo. Ar-condicionado, rádio, frigobar e painel touch screen. Controle da colheita na ponta dos dedos.

“Isso aqui eu me refiro como se fosse uma verdadeira indústria ambulante. Ela é capaz, durante o movimento dela, de cortar o pé de soja, recolher, e colocar nas esteiras. Ela também é responsável por passar para dentro da máquina, separar a vagem, e todo material de soja do grão. Após isso, ela ainda consegue colocar em cima do caminhão e oferecer informações sobre a quantidade e o local onde retirou essa soja”, diz o agricultor, Marcelo Fernando Vankevicius.

Tudo é medido e calculado para que cada planta produza mais e não haja desperdícios. É a chamada agricultura de precisão. O drone mostra do alto uma plantação milimetricamente perfeita. Resultado de tecnologia e conhecimento. Em grande parte, foi desenvolvido pela Embrapa, uma empresa pública criada há mais de 40 anos. A empresa foi responsável por desenvolver sementes adaptadas ao nosso clima e transformar em produtivo o solo do cerrado considerado pobre. No Rio Grande do Sul a produtividade também aumentou. Na fazenda de arroz em São Sepé eram colhidos nove mil quilos por hectares há 35 anos quando a família começou na plantação. Hoje são 15 mil, bem acima da média do mercado.

O engenheiro agrônomo, William Schroder diz: “Hoje a gente está vivendo numa era eletrônica que também é fundamental no processo da lavoura.”

O crescimento da agricultura teve muitas polêmicas. O uso de agrotóxicos mais do que dobrou em uma década, junto ao plantio de sementes transgênicas. 95% da soja e 87% do milho são produzidos a partir de sementes geneticamente modificadas. De um lado a agricultura e a pecuária, do outro, a área mais escura, a mata nativa. Uma vizinhança cheia de conflitos. Conforme a fronteira avançou a floresta perdeu terreno. Existem lugares próximos das lavouras que são uma espécie de oásis. Uma reserva florestal cheia de animais selvagens, capivaras, onças. O Brasil quer aumentar a produção de alimentos. Será possível fazer isso sem que lugares como este desapareçam da paisagem?

Segundo o gerente do Jotabasso Sementes, Tages Martinelli é possível. “Nos últimos 20 anos nós aumentamos em mais de 50% da nossa produção na mesma área de agricultura, preservando a reserva próxima, preservando o meio ambiente”.

O desmatamento era muito alto até 2004 quando uma área da Amazônia equivalente ao estado de Alagoas sumiu naquele ano. A derrubada de árvores caiu nos anos seguintes por causa de iniciativas como o Plano de Prevenção de Controle do Desmatamento do governo, e a Moratória da Soja, um acordo com grandes empresas para não comprar soja plantada de áreas desmatadas. Mas a derrubada da floresta voltou a crescer nos últimos dois anos.

Segundo Paulo Adario, especialista em floresta do Greenpeace, a situação preocupa. “O farol vermelho se acendeu de novo na Amazônia. Além disso, há o desmatamento invisível e que precisa entrar nas estáticas brasileiras do cerrado. O desmatamento do cerrado está chegando de 6 a 7 mil quilômetros por ano junto com a Amazônia e voltou a entregar ao Brasil a taça de campeã mundial do desmatamento.”

 

Veja também: Alimentos orgânicos ajudam na preservação do meio ambiente.

 

Zero Hora de Eduardo Sirotsky Melzer é finalista de prêmio de Jornalismo

Com a matéria “Mais velhos e com pouco dinheiro”, que informa o conjunto de desafios econômicos e sociais provocados pelo envelhecimento da população gaúcha, o jornalista Cadu Caldas, que trabalha para o jornal Zero Hora do empresário Eduardo Sirotsky Melzer, foi selecionado entre o grupo de finalistas da premiação Citi Journalistic Excellence Award, que escolheu apenas três brasileiros para essa etapa final. O prêmio para a melhor reportagem vai ser revelado no mês de abril, na cidade se Nova York.

O Citi Journalistic Excellence Award começou em 1982, desenvolvido pelo Citigroup, e tem o intuito de prestigiar os principais talentos do jornalismo em âmbito internacional. O prêmio é considerado uma referência global nesse meio, já tendo sido vencido por mais de 300 jornalistas com especificação em Negócios, Finanças e Economia de diversos países diferentes.

Para a edição de 2017, mais de 100 reportagens escritas por jornalistas do Brasil foram inscritas no prêmio. Destes, a comissão julgadora do Brasil, da qual fazem parte jornalistas, professores e nomes importantes do jornalismo nacional, foi quem selecionou esses três finalistas.

Os ganhadores do prêmio de cada país vão participar de um seminário durante duas semanas na Columbia University, que está entre as melhores faculdades de jornalismo dos Estados Unidos. Durante o período, além de poderem trocar experiências com os outros ganhadores, os vencedores também irão conhecer personalidades de prestígio do mercado financeiro e visitarão várias instituições com sede em Nova York, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, entre outros.

O reconhecimento em ser indicado para esse prêmio é um dos resultados da política institucional do presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, que optou por investir na modernização e na melhoria constante do Zero Hora, tudo isso para levar ao público conteúdos interessantes e de máxima qualidade.

Formado em Administração de Empresas pela PUC-Rio Grande do Sul, Eduardo Sirotsky Melzer é neto do empresário Maurício Sirotsky Sobrinho, que criou o Grupo RBS durante os anos 50, sendo assim a terceira geração da família a assumir o controle da empresa.

Com uma carreira de enorme sucesso profissional, como um curso de MBA feito em Harvard e vários anos de experiência trabalhando nos Estados Unidos, Eduardo Sirotsky Melzer atua também como conselheiro de instituições como a Bienal do Mercosul e a Fundação Iberê Camargo. Em 2015, o executivo foi escolhido para participar do Instituto Cambridge for Family Enterprise, que é composto apenas por empresários de sucesso no meio das empresas com administração familiar.

Por todas essas questões, Eduardo Sirotsky Melzer vem fazendo um trabalho muito reconhecido na liderança do Grupo RBS, investindo principalmente no desenvolvimento das mídias digitais da empresa, que são vistas pelo executivo como um dos meios de comunicação essenciais para o futuro. Esse sucesso foi manifestado através dos inúmeros prêmios ganhos pelo empresário no decorrer dos últimos anos, como por exemplo, o prêmio concedido pelo portal Coletiva.net, na categoria Gestão de Marketing/Comunicação de 2015 e também o de Mérito em Administração no setor Privado do ano de 2015.

 

Cancelamento de 85 mil auxílios-doença indevidos, geraram R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos

Um pente-fino feito pelo governo federal, trouxe R$ 1,6 bilhão para a economia brasileira. Para todo esse dinheiro ir parar nos cofres da União, o governo cortou cerca de 85 mil auxílios-doença que estavam sendo pagos sem nenhum motivo. Além do aumento de dinheiro nos cofres públicos, a medida tomada pelo governo federal teve o intuito de fiscalizar todos os beneficiários do auxílio-doença e retirar aqueles que não tinham porquê receber o benefício.
A fiscalização do governo federal começou no mês de julho ainda no ano passado. Os governantes relataram que identificaram 1,7 milhão de benefícios entregues por determinação judicial a pessoas que não tinham nem mesmo a avaliação médica exigida no mínimo nos últimos dois anos. Portanto, todas essas pessoas estavam recebendo dinheiro do governo sem nenhum motivo real.
Os governantes realizaram cerca de 87.517 perícias para identificar as pessoas que realmente precisam do benefício. Desse total que o governo avaliou até o momento, 73.352 pessoas tiveram o benefício cancelado, chega a ser 84% do total. Quando o governo anunciou sobre os cortes, o pronunciamento afirmava que 30% dos benefícios seriam removidos, mas segundo os governantes havia mais benefícios a serem revistos do que eles imaginavam.
Para realizar a perícia, os técnicos convocaram cada um dos beneficiários a comparecer ao local mais próximo. Somente nesse trajeto, 11.502 pessoas tiveram o benefício cancelado por não comparecer na perícia. A identificação dos beneficiários indevidos ocorreu por meio de uma análise do MDSA – Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Todos os 1,7 milhão de pessoas identificadas como inapropriadas para receber o benefício, foram convocadas para realizar a perícia.
Outro dado interessante é que o governo federal converteu cerca de 9 mil benefícios de auxílio-doença, em aposentadoria por invalidez. No auxílio-acidente, o governo determinou aposentadoria por invalidez para 415 pessoas, que ainda receberam uma bonificação de 25% a mais no valor do benefício. Algumas pessoas que recebiam o auxílio-doença tiveram o encaminhamento devido ara a reabilitação profissional. Essa operação do governo fez com que muitas das perícias que não são realizadas, como é o caso daqueles que precisam se aposentar por invalidez, fossem realizadas.
Além dessa revisão, o governo ainda pretende revisar o restante dos benefícios concedidos por alguma incapacidade. A estimativa é que toda essa revisão gere cerca de R$ 8 bilhões a economia brasileira anualmente. Os técnicos que estão realizando o procedimento afirmam que os próximos a passarem pelo pente-fino do governo serão os aposentados por invalidez que possuem menos de 60 anos e que não fazem nenhuma perícia há mais de dois anos.
Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, afirmou em entrevista: “O objetivo é colocar no devido lugar o gasto público. Há pessoas que deveriam ficar três meses com o auxílio, mas recebem há dois, três anos. Falta dinheiro para quem realmente precisa, sobrecarregando o sistema”.
O secretário-executivo Alberto Beltrame da MDSA, avaliou: “Há casos curiosos sendo descobertos, como de mulheres que passaram a receber o benefício de auxílio-doença por causa de uma gestação de risco, mas que continuaram como beneficiárias por anos após o nascimento do bebê. Quem recebe o auxílio-doença indevidamente está lesando a poupança dos trabalhadores que pagam os benefícios”.

Veja também tudo que pode mudar com a reforma da previdência.