Abril foi um mês propício ao plantio da safra de inverno, com massa de ar polar e chuvas

Entre o fim de abril e o início de maio, um tempo bom para os produtores

No final do mês de abril deste ano, de origem polar, chegou ao nosso país uma massa de ar de força acentuada, que ocasionou daí então, obviamente, uma queda acentuada da temperatura, a partir do dia 27 do mesmo mês. E essa diminuição brusca da temperatura não se deu apenas na Região Sul do país, mas também atingiu uma parte da região Sudeste, além do Centro-Oeste e do Norte. Estimava-se, à época, que seu prolongamento se daria até o começo do mês seguinte, maio, mas já se sabia que nos dias 28 e 29 do mês de abril é que esta chegaria à sua atuação máxima.
Apesar dessa massa fria no final do mês de abril, todo esse mesmo mês foi marcado pela chuva, isso em praticamente todas as regiões produtoras de nosso país. E por consequência disso, foi então possível a elevação e a manutenção da umidade do solo, o que acabou dando condições muito favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de 2ª safra, a exemplo do milho e do algodão. A ponto de, já nessa época, estimar-se que a produção do ano seria recorde.

Entendendo mais da massa polar
O centro dessa massa de ar, a porção mais fria dela, avançou para região que fica entre o norte do Paraguai, o sul da Bolívia e o norte da Argentina, ainda na madrugada do dia 27 desse mês em questão. Desse modo, ocasionou-se a chegada do ar frio de forma mais forte e mais facilmente, não só ao Sul do país, mas também ao Centro-Oeste. Sem contar que, quando nesta posição, o centro de uma massa de ar com origem polar também provocou o frio no Acre, além do estado de Rondônia e do sul do estado do Amazonas.

O tempo e sua influência na produção agrícola do país
Após o período de chuvas já citado, que durou quase o mês de abril inteiro, com a presença da massa de ar polar, já no seu final, e sobre o centro-sul do Brasil, o tempo então abriu, sem que houvesse previsão de chuva. Com isso, houve a possibilidade de que os produtores finalizassem os trabalhos de colheita da soja, arroz e milho.
Enquanto isso, em relação ao resto do país, a previsão era de que chovesse apenas em Minas Gerais, no norte de Goiás e no Pará; já em Mato Grosso, de forma mais localizada na região da metade leste e regiões de divisa com o Pará, houveram pancadas de chuva nestas.
E seguia como provável, para o mês seguinte, maio, que as chuvas ainda caíssem sobre as áreas produtoras tanto do Centro-Oeste quanto do Sudeste, com maior intensidade durante a primeira quinzena desse mesmo mês. Só que essa chuva, por ser de baixa intensidade e muito localizada, não afetaria as condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de 2ª safra.
Já no Sul do país, por sua vez, as frentes frias continuaram avançando com uma boa frequência, a exemplo das massas de ar polar. E isso pôde então manter o solo com níveis bastante úteis ao plantio da nova safra de inverno, tendo como exemplo não só o do plantio de trigo, como também o desenvolvimento do milho 2ª safra.