Ruídos altos de fábricas podem estar gerando estresse em aves

Um estudo recente foi divulgado pelo “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”, mostrando que os barulhos gerados por indústrias de gás e petróleo, estão atrapalhando a reprodução de aves que vivem próximas a elas e que parecidos com a raça humana, esses pequenos animais podem estar sendo afetados e  sofrendo de estresse.

Os pesquisadores analisaram que essas aves afetadas pelos ruídos, apresentavam mudanças nas suas taxas de hormônio ligado ao estresse, o cortisol. Segundo os pesquisadores, essas mudanças estão ligadas à necessidade de maior vigilância e inquietude, que esses animais apresentam quando ficam expostos ao barulho das fábricas.

Foram observadas também algumas complicações na reprodução dos pássaros e em algumas ocasiões, a ninhada estava nascendo com atrofia. Foram observados também que alguns animais possuíam menos penas e um corpo menor, em comparação com outros pássaros que não vivem em locais próximos de fábricas barulhentas.

De acordo com um dos autores do estudo, o pesquisador Rob Guralnick, do Museu de História Natural da Flórida, os pássaros não conseguem identificar o que está ocorrendo no meio ambiente e com isso acabam ficando estressados. Ele ainda declarou que essa situação de estresse permanente acaba danificando a saúde humana, e no caso dos pássaros isso compromete por completo a saúde deles.

Os pesquisadores para tentar mensurar o efeito do ruído nos pássaros, estudaram três espécies que vivem e fazem a sua reprodução em regiões próximas das operações de gás e petróleo, que são realizadas nos Estados Unidos e pelo Departamento de Gestão de Terras no Novo México.

Foram espalhados 240 ninhos por doze regiões distintas, e os pesquisadores também tiraram amostras de sangue das aves em três situações variadas. Mas os exames mostraram que os pássaros estavam com baixas taxas de cortisol. De acordo com os cientistas, apesar de parecer que as aves não estavam estressadas, era justamente ao contrário. Os pássaros estavam em um estado tão alto de estresse, que o próprio organismo deles reduziram a produção de cortisol, como um meio de defesa. A pesquisa também mostrou que os resultados repetidos de taxas baixas de cortisol, também foram encontrados em ninhadas próximas à essa região.

O coautor da pesquisa, o fisiologista Christopher Lowry, também comentou que o resultado do estudo mostra coerência, em relação à algumas pesquisas que já foram realizadas em roedores e também em seres humanos.