Escola britânica usa música em disciplinas para aumentar desempenho de alunos

Após ter sido classificada para a categoria de “special measures”, categoria feita pelo governo britânico para as escolas que têm desempenho “abaixo do padrão de qualidade”, a escola de ensino infantil Feversham Primary Academy, resolveu implantar uma nova estratégia para estimular o aprendizado de seus alunos.

Localizada em Bradford, no centro da Inglaterra, a escola primária que iniciou esta década com o ensino considerado ruim para o país, busca mudar as perspectivas de classificação dentro de seis anos através de uma modalidade de ensino diferente que combina música com a grade curricular.

As crianças que passaram a ter uma modalidade diferenciada de ensino possuem entre 2 e 11 anos de idade. Desde que a escola passou por mudanças para melhorar o ensino, os alunos escutam música o tempo todo.

As aulas são diferentes para cada faixa etária, mas de um modo geral, há aulas em que os alunos formam o quedra-cabeça chinês Tangram enquanto escutam música clássica. Há outras em que eles cantam, batem palmas e ainda resolvem problemas de multiplicação. Na aula de literatura, por exemplo, os poemas são recitados como se fossem rap. Já na aula de história, há uma seleção de músicas que auxiliam no aprendizado que corresponde desde a era vitoriana até a era de explorações realizadas pelos vikings.

A escola identificou diversas dificuldades que comprometem a qualidade do ensino ao longo dos anos, dentre elas estão: a região em que a escola está localizada é uma das que mais possuem índices elevados de criminalidade e outras tensões sociais; os alunos são em grande parte de origem paquistanesa, ou seja, possuem o inglês como segundo idioma.

O diretor da escola britânica, Naveed Idrees, disse sobre as estratégias adotadas pela equipe de ensino: “Tentamos métodos variados para melhorar o ensino: aulas de história e literatura, de cidadania, palestras com grupos religiosos e comunitários”.

Por fim, ele explica como o método atual foi aplicado: “Logo ficou claro que esses métodos convencionais não eram apropriados para a idade e para o contexto social com os quais trabalhávamos. Precisávamos de uma alternativa.”

Segundo Idrees, a alternativa mais apropriada e escolhida pela instituição foi incluir a arte e a música como método de ensino, além de aliados importantes como os jogos e as brincadeiras em todas as disciplinas da grade curricular britânica.

 

Compromisso com biocombustível é adotado pelo Brasil e mais 19 países

Durante a Conferência do Clima, a COP 23, que ocorreu em novembro deste ano na Alemanha, o Brasil ao lado de outros 19 países fecharam um compromisso para desenvolver a bioenergia. Os 20 países fizeram uma declaração para promover a bioeconomia em um evento do Brasil durante a programação da Conferência. A redução de emissões do setor de transporte foi um dos objetivos que contribuem na elevação da temperatura global e outros prejuízos relacionados.

O esforço de 20 nações que fazem parte da Plataforma para o Biofuturo estão juntos na declaração lançada há um ano atrás na COP 22, que ocorreu em Marrocos. O grupo declara no documento sobre seu compromisso para desenvolver os biocombustíveis e a bioeconomia. Foi a primeira vez que investidores entraram em um acordo que estabelecia metas para construção de um plano de ação para atingir os objetivos propostos.

Metade da população global e 37% da economia mundial é representada pelo grupo que conta com os países: Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Suécia, Reino Unido e Uruguai. Eles fazem parte da COP 23, e fizeram uma avaliação desse que foi o primeiro ano da Plataforma para o Biofuturo como um instrumento de atração de investidores e desenvolvedores de políticas públicas.

O Brasil é o maior produtor de biocombustível do mundo, e apresentou parâmetros que colocam o país em destaque na agenda. O setor é uma preferência para o governo do país, destacou o secretário de Mudanças do Clima e Floresta do MMA, Everton Lucero. O secretário afirma que o setor de transporte e indústria tem uma necessidade urgente de incentivo da economia de baixo carbono não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro.

A Política Nacional de Biocombustível a Renovabio, também teve a sua proposta apresentada no evento. A instituição da medida teve seu projeto de lei apresentado à Câmara dos Deputados e é formada em conjunto com o setor privado e a sociedade civil. A previsão de expansão da Renovabio no setor sustentável da produção e a participação do setor é uma iniciativa relacionada às metas que o Brasil assumiu no contexto do Acordo de Paris sobre as mudanças do clima.

 

Reforma trabalhista regulamenta trabalho home-office entre outras mudanças

A reforma trabalhista será válida a partir de sábado 11 de novembro e trará mudanças para diversas áreas. Em geral, quem está sob a mudança são os trabalhadores CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Quem trabalha como servidor público não terá sua forma de trabalho afetada, exceto os contratados pela CLT.

As mudanças podem ser aplicadas para quem será contratado, mas quem já está trabalhando ainda não tem uma resposta definitiva. Enquanto o governo e entidades empresariais como a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmam que sim, especialistas em direito têm diferentes respostas. Será necessário que casos vão para a Justiça para definir a aplicação da lei.

Entre as alterações estão o horário mínimo do almoço que deve ter obrigatoriamente 30 minutos para jornadas que tenham no mínimo 6 horas. Quem antes tinha 1 hora para almoçar pode ter o tempo reduzido, a modificação deve ser definida em acordo ou convenção.

O trabalho home-office (teletrabalho) passa a ser regularizado, será necessário que esteja definido no contrato de quem são os custos do material de trabalho. Em geral profissionais como redatores e freelancers estarão sob essa nova regulamentação.

Quem tem um banco de horas definido em um acordo individual deverá ser compensado em até 6 meses.

As férias poderão ser divididas em no máximo 3 períodos que não poderão ser menores que 5 dias corridos. Um dos períodos deve ser maior que 14 dias e nenhum deles pode começar 2 dias antes de um feriado ou do dia de descanso na semana. O comum acordo entre o patrão e o funcionário poderá feito para definir da melhor maneira a divisão dos períodos.

Outra mudança que poderá estar ligada à regularização do home-office é a ausência de hora fixa, essa forma de trabalho é conhecida como trabalho intermitente, isso significa que não haverá uma garantia de trabalho mínimo no mês, os ganhos serão de acordo com as horas trabalhadas, e será permitido trabalhar para mais de uma empresa, mas a empresa terá que chamar o funcionário para o serviço com até 3 dias de antecedência, no caso, o funcionário terá o direito de aceitar ou não o trabalho e terá até um dia útil para responder, se houver descumprimento do combinado haverá um pagamento de multa que equivale a metade do valor do serviço.