Há 3 anos Brasil não reduz o número de analfabetos que atualmente é 13 milhões

Atualmente, o Brasil possui 13 milhões de analfabetos, e já faz 3 anos que não consegue diminuir esse número, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura, a UNESCO.

O Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/8, elaborado pela Unesco, teve como tema da pesquisa a “Responsabilização na educação: cumprir nossos compromissos”.

O relatório teve como resultado a avaliação dos países que não conseguem cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 da ONU, que é: “assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.”

A razão desproporcional sobre qualquer problema relacionado a educação sistêmica, alerta o relatório, podem ter efeitos colaterais negativos sérios, além da ampliação a equidade sendo muito prejudicial ao aprendizado.

Os dados mostraram que nos países mais ricos, os jovens que concluem o ensino médio são de 84%, e no Brasil esse número é de apenas 63%. Outro resultado foi que apenas 50% dos alunos apresentaram habilidades em ciências, enquanto no Japão, esse número foi de 90%.

São 264 milhões de crianças que não frequentam a escola, em países associados a Unesco. O direito à educação está em 82% das constituições nacionais, e em metade, as leis não responsabilizam o governo, o que faz com que o cidadão não possa abrir um processo contra ele por violar esse direito.

Dos 86 países que enviaram dados à Unesco, apenas 42 possui leis que se refere diretamente a educação inclusiva. Existem casos de escolas que penalizam os professores devido aos resultados serem fracos nas avaliações.

Mais de 60% dos 70 sindicatos de professores distribuídos em 50 países nunca foram consultados com relação ao material didático. Apenas um terço dos relatórios nacionais de monitoramento da educação engloba a educação de adultos.

Dos 34 países com rendas menores, apenas 14 possuem padrões de educação infantil e monitoram seu cumprimento.

De 2010 a 2015, o apoio com bolsas de estudos caiu pela metade, sendo um gasto subestimado em países como o Brasil, a China e a Índia.

A região Nordeste do Brasil é onde se concentra o maior número de analfabetos, sendo o total de 52% dos analfabetos do país.