Casa da Moeda está entre as empresas que serão desestatizadas já em 2018, por Felipe Montoro Jens

Resultado de imagem para casa da moedaCriada por Dom Pedro II, ainda no ano de 1694, a Casa da Moeda pode deixar de ser uma empresa estatal. Isso deve-se ao fato do Conselho do PPI (Programa de Parceria de Investimento) ter acatado uma recomendação do Ministério da Fazenda para a abertura do processo que estuda a desestatização da instituição. Incumbida de fabricar moedas, cédulas, selos e até mesmo passaportes, a empresa aguarda para o ano de 2018 o desfecho sobre um possível leilão que a colocará em definitivo sob a gestão de alguma companhia da iniciativa privada, reporta o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

Por meio de um parecer oficial, o governo esclareceu que a celeridade dos estudos que definirão como os trâmites ocorrerão deve-se à estimativa do enorme déficit que o País terminará o ano de 2017. Desse modo, a privatização seria uma maneira de se equilibrar a economia, visto que há a expectativa de grande movimentação de capital nessa venda. Ainda segundo o governo, o mapeamento que vem sendo realizado mostrará algumas possíveis formas de se administrar a instituição, informa Felipe Montoro Jens.

Em uma de suas explanações sobre o assunto, Moreira Franco, ministro que responde pela pasta da Secretaria Geral da Presidência da República, alegou que os constantes prejuízos pelas diminuições da demanda nacional de moedas e cédulas, bem como a tecnologia que tem avançado muito rapidamente, são os dois principais fatores que fizeram com que a desestatização se tornasse uma alternativa para o País, de acordo com o especialista Felipe Montoro Jens.

O ministro esclareceu que o brasileiro tem utilizado cada vez menos a moeda e o papel-moeda em virtude da atual situação de crise econômica pela qual o mundo vem atravessando. Caso algo não seja feito para estancar o prejuízo que a Casa da Moeda tem sofrido, ele aponta que seria necessário um auxílio por parte do Tesouro Nacional, algo que deslocaria dinheiro dos cofres públicos de maneira a comprometer a economia. O órgão que apontou que o Brasil tem empregado menos produtos dessa natureza foi o Ministério da Fazenda, ressalta Felipe Montoro Jens.

Moreira Franco salientou que o estudo destinado a levantar a dimensão da situação em que se encontra a Casa da Moeda será algo feito de maneira minuciosa, dada a relevância do material que lá é produzido. Além disso, o governo apresentou uma lista com 57 outras instituições que possivelmente passarão pelo processo de desestatização. Com uma estimativa de que cerca de R$ 44 bilhões sejam gerados, os representantes governamentais acreditam tratar-se de uma saída para estimular a economia, aponta o especialista em infraestrutura.

Felipe Montoro Jens também ressalta que a maior parte das empresas e instituições que estão na lista oficial para serem privatizadas passarão por tal processo apenas no segundo semestre de 2018. Assim sendo, o governo apresentou, em 24 de agosto de 2017, uma relação onde 12 estatais aparecem já com data definida para serem leiloadas. O especialista em Projetos de Infraestrutura enfatiza que estas estão entre os 22 setores que foram elencados no comunicado oficial.