JHSF: um exemplo de expansão plenamente adaptável aos mercados

Normalmente, quando um ou mais empreendedores visionários fundam uma empresa, o mais costumeiro é que eles planejem, a princípio, a conquista de um bom destaque em algum mercado específico, para então, com os anos, terem como expandir a marca, seja para ramos diferentes, seja com franquias espalhadas pelo Brasil ou até pelo mundo. O caso da JHSF Participações, que começou há várias décadas atrás, apesar de não ser tão diferente disso, apresenta a particularidade das grandiosas dimensões que tomou. É que, hoje em dia, sua atuação não se restringe mais ao setor da construção, como era originalmente, quando ainda era a JHS Construção e Planejamento Ltda., fundada em 1972, pelos irmãos Fábio e José Roberto Auriemo. Para se ter uma ideia de como foi grandiosa de fato a sua expansão, basta dividirmos a atual atuação da empresa em quatro setores bem amplos: incorporação imobiliária, shopping centers, gastronomia e hotelaria.

Porém, para que possamos tratar mais detalhadamente sobre a JHSF nos dias de hoje, deve ser então destacado aquela se entende como a área principal de atuação e investimento da JHSF: o segmento de alta renda. Dentro deste segmento, as atividades que mais lhes tem interessado são as de renda recorrente, incluindo-se aí, como já citado, a exploração de shopping centers, além, é claro, de vários hotéis e também de um aeroporto. Fora isso, vale citar por alto que a JHSF possui vários projetos imobiliários.

E como é de se esperar, a mudança de nome tem uma longa história por trás, sobre a qual podemos citar as partes de maior importância, começando pelos primórdios da empresa, ainda na década de 1970. Nessa época, os serviços prestados pela companhia tinham o foco na construção, e assim passaram-se os anos, até que, uma década depois, já nos anos 1980, ela firmou-se como uma das principais construtoras do país. Quanto a esse marco, é importante relembrar algumas de suas obras, a exemplo do complexo do Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, situado na Bahia, ou da pista de provas feita numa cidade do interior paulista, chamada Indaiatuba, para a General Motors. Fora essas grandes construções, não faltam obras envolvendo agências bancárias, que chegaram, inclusive, a ultrapassar mais de 1 mil. E sem contar uma de suas “especialidades”, o já citado segmento de shopping centers, seja construindo, seja ampliando vários deles, ao longo de todo o território brasileiro. Todavia, é importante salientar que foi só em 2001 que a empresa, modificando o seu foco de operações à época, criou a divisão de shoppings centers, construindo, logo em seguida o Shopping Metrô Santa Cruz, que foi o primeiro shopping do país a ter integração com uma estação de metrô. E não é leviano dizer que é essa a área de renda recorrente dela, sendo, inclusive, a partir do ano de 2015, a principal fonte de receitas da companhia inteira.

E foi assim, nesse ínterim, sempre realizando obras para a iniciativa privada, que, até então focada apenas em construções, a empresa que viria a se tornar a JHSF, enfim criou sua área de incorporações imobiliárias.

Terminou a década de 1980 e logo no ano de 1990 já houve uma cisão na empresa. Após o fato, a empresa passou a ter um único acionista, Fábio, e por isso que ela foi renomeada para JHSF, como é conhecida nos dias de hoje. Mas, várias mudanças ainda viriam nos próximos anos, sendo a primeira delas, já no final dos anos 1990, a mudança no foco da companhia, passando-se então à incorporação imobiliária e também o investimento em edifícios comerciais para locação, visto que tratava-se, àquela época, de um mercado em ascensão.