Estudo revela que pessoas inteligentes lidam com estereótipos de forma diferente

Há muita discussão na comunidade científica sobre o que é exatamente a inteligência. Podemos falar sobre QI. Essa é uma coisa que é absolutamente mensurável. Mas quando o assunto vai além disso, as coisas ficam nebulosas. De acordo com o Howard Gardner, da Universidade Harvard, existem inteligências múltiplas. Em um sentido elementar, uma das explicações mais antigas e abrangentes é a capacidade de reconhecer padrões.

O cérebro humano é realmente o sistema de reconhecimento de padrões mais complexo do mundo. Uma pesquisa anterior descobriu que aqueles que são habilidosos em perceber os padrões tendem a ganhar mais dinheiro, a ter melhor desempenho em seus empregos e a cuidar melhor de sua saúde. Além disso, a detecção avançada de padrões pode tornar mais fácil identificar as oportunidades e tornar as pessoas menos propensas a se identificar com a ideologia autoritária.

“Padrão de correspondência” nos ajuda a discernir os sentimentos dos outros, fazer planos, aprender um novo idioma e muito mais. O problema é que tudo tem uma desvantagem. Aqueles que têm excelente reconhecimento de padrões tendem a usá-lo para avaliar outros seres humanos, tornando este tipo propenso a estereótipos.

Em uma série de estudos realizados recentemente na Universidade de Nova York, os pesquisadores determinaram que aqueles que possuíam uma melhor combinação de padrões também eram mais propensos a reconhecer estereótipos sociais e aplicá-los. Mas a pesquisa também identificou algo interessante, esses tipos de pessoas também estavam mais dispostas a mudar sua atitude ou posição.

O principal autor, David Lick, é um pesquisador pós-doutorado no Departamento de Psicologia da NYU. Lick, com os professores assistentes, Jonathan Freeman e Adam Alter, uniram forças para descobrir como os detectores de padrões operam quando entram em contato com estereótipos sociais. Os autores escreveram: “Como a detecção de padrões é um componente central da inteligência humana, pessoas com habilidades cognitivas superiores podem ser estimuladas a aprender e usar eficientemente estereótipos sobre grupos sociais”.

Lick, Freedman e Alter descobriram que habilidades cognitivas avançadas e específicas podem ter uma tendência de desenvolver com certas deficiências. Além desse ponto negativo para estereótipos, as pessoas que conseguem identificar os melhores padrões, consideradas mais inteligentes, também são mais propensas aos sintomas e ao comportamento do TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo. Felizmente, o estudo também mostrou que esse tipo de pessoa também está mais disposta a mudar esses conceitos de estereótipos.