Fazendo um estudo sobre a superfície da lua, os pesquisadores descobriram que nos depósitos vulcânicos existem uma imensa quantidade de água, o que pode significar que também exista esse elemento no interior da Lua. Essa revelação pode motivar uma futura missão a esse satélite. Esse estudo foi feito pelos pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, e foi publicada na revista científica Nature Geoscience. Ele também revela, que pode haver uma maior quantidade de água no seu interior do que se imaginava. Os cientistas chegaram a esse entendimento, depois de examinar várias informações dadas pelo satélite, e também pelos dados informados pelos espectrômetros, que são aparelhos que possibilitam os pesquisadores, de confirmar a existência de objetos no espaço através do exame do desempenho da luz. Com a confirmação desses dados, eles conseguiram descobrir a presença de água em vários depósitos vulcânicos, que eles estudaram percorrendo a superfície lunar. O cientista Ralph Milliken, que é um dos autores da pesquisa, acredita que o material lançado pelos vulcões e que está na superfície da Lua, aparenta ser rico em água e nos faz acreditar, que pode ocorrer o mesmo com o seu manto, que é a parte que fica abaixo da crosta lunar. Nas missões da Apollo 15 e da Apollo 17, feitas pela Nasa em 1970, foram reunidos alguns dados que foram retirados de material lunar, e que foram cruzados com essas novas informações obtidas agora. No mundo científico durante muitos anos, se acreditava que a Lua era um satélite onde não seria possível se encontrar água. Eles acreditavam na teoria de que a Lua poderia ter surgido do choque de um corpo celeste com as dimensões de Marte, com o planeta Terra ainda bem jovem. Ocorrendo dessa maneira, o hidrogênio indispensável para que houvesse a composição da água, não teria conseguido resistir devido ao calor gerado pela colisão. Essa teoria começou a mudar, quando uma equipe de pesquisadores da Universidade Brown em 2008, encontrou indícios de água em vários cristais vulcânicos que foram levados à Terra, nas missões Apollo 15 e 17. Mas a origem dessa água, ainda é um fato desconhecido para os cientistas. Existem indicações cada vez maiores da existência de água, que levam todos a acreditar que ela ou superou a colisão ou acabou sendo levada um tempo depois do choque por asteroides, ou até por cometas antes da solidificação completa da Lua. Para que haja uma melhor compreensão de como a Lua se formou, é de extrema importância a descoberta da existência de água no interior do satélite, inclusive para as futuras missões e explorações. Essa descoberta ajudaria também os próximos exploradores, no sentido de que não precisassem levar uma quantidade grande de água aqui da Terra, para a missão lunar, sendo esse um grande passo à frente nas pesquisas.

Uma pesquisa realizada recentemente, revela que todas as espécies de flores existentes hoje, podem ter sido originárias de uma única flor, e que a sua existência tenha ocorrido há cerca de 140 milhões de anos.

Esse estudo foi feito por pesquisadores da Universidade do Sul de Paris, e foi divulgado na revista científica Nature Communications, e se basearam em combinações de padrões da evolução das flores, com o maior cadastro de informações sobre as características de flores conhecidas até os dias atuais.

A flor foi reproduzida em um modelo 3D, chegando na flor primitiva, que é formada de órgãos em forma de pétalas, colocados em conjuntos de três, por camadas sobrepostas, constando de órgãos reprodutores no centro, tanto masculinos quanto femininos.

O pesquisador Hervé Sauquet, um dos autores do estudo, comentou que não existe nenhuma flor atualmente que tenha uma semelhança com a flor ancestral. E isso é absolutamente normal, já que ela existiu há cerca de 140 milhões de anos atrás e teve tempo suficiente, para ocorrer uma evolução das flores, gerando a quantidade enorme de espécies existentes atualmente.

Hoje em dia, todos ficam impressionados com as lindas flores presentes em todo o planeta, mas a sua origem e a evolução das primeiras flores, ainda são desconhecidas, já que há uma ausência de fósseis de flores da época em que se imagina, que essa flor primária tenha existido.

Outro pesquisador que não participou desse estudo, Jason Hilton, da Universidade de Birmingham, diz que a estrutura e organização dessa flor primária ainda é desconhecida.

Ainda não se sabe ao certo se a primeira flor era bissexuada ou monossexuada, ou se ela ainda foi polinizada  por insetos  ou trazida pelo vento.

Para conseguir reconstruir a forma da flor primária, os pesquisadores relacionaram as características de mais de 790 flores vivas, suas pétalas e sépalas.

Foi feito um mapeamento da distribuição dessas características em árvores evoluídas das plantas que possuem flores, o que foi possibilitando a reconstrução do aspecto das flores em épocas específicas da sua evolução, até que se chegasse na imagem do último antepassado das flores, que era comum a todas elas.

A flor primária foi reconstituída com estruturas semelhantes com pétalas em verticilos, que são pétalas em uma mesma camada, como em um lírio normal, no lugar de pétalas sobrepostas, que estão em disposições circulares em volta do talo, como por exemplo, em uma flor de lótus.

Foram estudadas também a evolução sexual das flores, e a suspeita é que a primeira flor era bissexual, com órgãos tanto masculinos quanto femininos.

Essa pesquisa nos mostra, o quanto devia ser complexa a primeira flor, sendo que o objetivo agora é achar qualquer registro ou fóssil da flor. Isso se o modelo dela estiver certo, o que somente as pesquisas mais profundas irão confirmar.