O presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, fala sobre a gestão de pessoas e das responsabilidades de um líder

 

Eduardo Sirotsky Melzer – neto mais velho do fundador do Grupo RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho – é um amante do exercício de gestão de pessoas, dos negócios e do sucesso. Pelo menos é assim que ele é visto por muita gente. Atualmente, ele é o presidente do Grupo RBS – uma das maiores companhias de comunicação do país, uma empresa que, segundo o próprio Duda Melzer, como também é conhecido, é familiar profissional.

Um apaixonado por pessoas, é como ele se define – alguém que adora buscar não só a própria felicidade, mas também a da equipe de trabalho. E de liderança ele entende. Desde o dia primeiro de janeiro de 2016 – além da presidência-executiva do Grupo RBS, assumida em julho de 2012 – Eduardo Sirotsky Melzer acumula também a função de presidente do Conselho de Administração da companhia, cargo antes ocupado por seu tio, Nelson Sirotsky.

Para o neto mais velho de Maurício Sirotsky Sobrinho, a liderança compreende duas grandezas indispensáveis: o domínio das competências em negócios, e das competências em pessoas. E a receita para o sucesso? Bom para Duda Melzer a combinação perfeita é o foco nas pessoas e a coragem para expandir os negócios. O papel de um líder é focar na excelência em execução, escolher bem o seu “time”, prestar atenção no perfil de cada pessoa e entender onde e no que cada profissional é bom de verdade, salienta o executivo, que ainda afirma que uma empresa chega a lugares inimagináveis se possuir um time de ponta formado por pessoas apaixonadas pelo que fazem.

Entre as dicas do atual presidente da rede de comunicação da família Sirotsky, está aprender a escutar os mais experientes. Eduardo Sirotsky Melzer refere-se ao tio e ex-presidente do Grupo, Nelson Sirotsky – para o líder do Grupo RBS, ter Nelson Sirotsky por perto é uma vantagem competitiva muito grande, além de ser um privilégio. Segundo o executivo, para se tornar realmente um bom líder, é fundamental entender que não se pode fazer tudo sozinho e, mesmo mantendo um estilo particular de comando, é preciso respeitar o legado dos mais experientes. Ele conta que valorizar as pessoas mais velhas foi uma lição marcante aos 19 anos de idade.

Para Eduardo Sirotsky Melzer também é essencial, na liderança de um empreendimento, ter responsabilidade e compromisso com o crescimento, focar no desenvolvimento, ultrapassar as fronteiras, criar uma identidade, saber mantê-la, ter capacidade de transformação, se adequar às mudanças, à tecnologia, usá-las sempre a favor da evolução do negócio, inovar, estar perto das pessoas, dos profissionais, e dos funcionários que contribuem positivamente e levam pra frente a empresa, tratar todos bem, com respeito e, especialmente, entendê-los.

Ainda é preciso estar bem alinhado com os valores da companhia, ter brilho no olho e sorrir. Além disso, é crucial acreditar na importância do planejamento e na paixão pelo trabalho, bem como realiza-lo com eficiência e intensidade para que o resultado seja sempre o melhor – e, segundo o que avalia, Eduardo Sirotsky Melzer, isto vale para todo mundo, para cada pessoa, e não apenas para empresas, empreendedores ou líderes.

Abril foi um mês propício ao plantio da safra de inverno, com massa de ar polar e chuvas

Entre o fim de abril e o início de maio, um tempo bom para os produtores

No final do mês de abril deste ano, de origem polar, chegou ao nosso país uma massa de ar de força acentuada, que ocasionou daí então, obviamente, uma queda acentuada da temperatura, a partir do dia 27 do mesmo mês. E essa diminuição brusca da temperatura não se deu apenas na Região Sul do país, mas também atingiu uma parte da região Sudeste, além do Centro-Oeste e do Norte. Estimava-se, à época, que seu prolongamento se daria até o começo do mês seguinte, maio, mas já se sabia que nos dias 28 e 29 do mês de abril é que esta chegaria à sua atuação máxima.
Apesar dessa massa fria no final do mês de abril, todo esse mesmo mês foi marcado pela chuva, isso em praticamente todas as regiões produtoras de nosso país. E por consequência disso, foi então possível a elevação e a manutenção da umidade do solo, o que acabou dando condições muito favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de 2ª safra, a exemplo do milho e do algodão. A ponto de, já nessa época, estimar-se que a produção do ano seria recorde.

Entendendo mais da massa polar
O centro dessa massa de ar, a porção mais fria dela, avançou para região que fica entre o norte do Paraguai, o sul da Bolívia e o norte da Argentina, ainda na madrugada do dia 27 desse mês em questão. Desse modo, ocasionou-se a chegada do ar frio de forma mais forte e mais facilmente, não só ao Sul do país, mas também ao Centro-Oeste. Sem contar que, quando nesta posição, o centro de uma massa de ar com origem polar também provocou o frio no Acre, além do estado de Rondônia e do sul do estado do Amazonas.

O tempo e sua influência na produção agrícola do país
Após o período de chuvas já citado, que durou quase o mês de abril inteiro, com a presença da massa de ar polar, já no seu final, e sobre o centro-sul do Brasil, o tempo então abriu, sem que houvesse previsão de chuva. Com isso, houve a possibilidade de que os produtores finalizassem os trabalhos de colheita da soja, arroz e milho.
Enquanto isso, em relação ao resto do país, a previsão era de que chovesse apenas em Minas Gerais, no norte de Goiás e no Pará; já em Mato Grosso, de forma mais localizada na região da metade leste e regiões de divisa com o Pará, houveram pancadas de chuva nestas.
E seguia como provável, para o mês seguinte, maio, que as chuvas ainda caíssem sobre as áreas produtoras tanto do Centro-Oeste quanto do Sudeste, com maior intensidade durante a primeira quinzena desse mesmo mês. Só que essa chuva, por ser de baixa intensidade e muito localizada, não afetaria as condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de 2ª safra.
Já no Sul do país, por sua vez, as frentes frias continuaram avançando com uma boa frequência, a exemplo das massas de ar polar. E isso pôde então manter o solo com níveis bastante úteis ao plantio da nova safra de inverno, tendo como exemplo não só o do plantio de trigo, como também o desenvolvimento do milho 2ª safra.