Cientistas contrariam teoria sobre a formação da Lua

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Segundo uma afirmação feita por cientistas no site Space, a Lua teria se originado de maneira totalmente contrária ao que diz a principal teoria sobre a sua formação. De acordo com eles, a lua pode ter se originado de diversos impactos sofridos entre pequenos corpos celestes com o então planeta Terra ainda em seu estágio inicial de formação. Os impactos teriam gerado detritos, que por sua vez, seriam o material necessário para a formação da Lua.

A teoria mais aceita até o momento, é de que a Terra teria sido atingida por um grande corpo celeste, e com força do impacto, teria dispersado um detrito que acabaria por orbitar a Terra, dando origem a Lua. Em contrapartida, a nova teoria de múltiplos impactos formulada recentemente, sugere ainda que foram ao menos 20 objetos responsáveis pelos impactos na Terra, sendo eles de tamanho menor que o planeta Marte.

Os pesquisadores explicaram através do estudo, que os detritos que formaram a Lua, formaram inicialmente o que eles chamam de discos situados em torno da Terra, de maneira semelhante ao que vemos nos anéis de Saturno. Diferentemente de Saturno, com o passar dos séculos e devido as condições de interações das marés, acabaram por levar os detritos para longe do planeta Terra, onde terminaram por formar o satélite que conhecemos como Lua. Os cientistas ainda apontam que a distância que os detritos chegaram, que também é conhecida como Raio Hill, é a distância que temos de atual do satélite com o planeta Terra.

O estudo tem como objetivo poder esclarecer algumas dúvidas e teorias que ficaram inconsistentes sobre como se originou o satélite que orbita o nosso planeta. A teoria passada formulada em 1970 não explica em nada porque a Terra tem composições bastante similares com a Lua, e a nova teoria traz maiores esclarecimentos, já que a Lua teria sido originada através de impactos entre a Terra e outros corpos, sendo assim seus detritos formaram partes da Lua.

O pesquisador do Instituto de Ciência Weizmann em Israel, e líder do estudo, Raluca Rufu, afirmou: “O cenário de múltiplo impacto é a maneira mais natural de explicar a formação da Lua”. Seria de fato uma explicação muito mais relevante, segundo Rufu, ele ainda explicou que : “Nos primeiros estágios de formação do Sistema Solar, os impactos entre os corpos eram muito abundantes, escavando mais profundamente o planeta em formação, portanto é mais natural que centenas de detritos tenham formado o planeta, muito mais aceitável do que apenas um”. A conclusão do pesquisador, juntamente com a sua equipe, torna a hipótese muito mais fácil de aceitar.

O que não acontece com a hipótese anterior, que sugeria que a Terra teria sido atingia apenas por um grande impacto, originando a Lua. Para que essa afirmação fosse melhor aceita, o corpo celeste que teria sofrido impacto com a Terra, teria que ter em sua composição, elementos muito parecidos com os que compõem no planeta Terra. Sendo que o oposto disso, segundo os estudiosos, não poderia originar a Lua que hoje conhecemos.

O estudo foi publicado pelo jornal Nature Geoscience, no começo de janeiro de 2017. Os autores tiveram de realizar diversas simulações com números sobre o processo da formação da Lua, e dessa forma, puderam determinar que a afirmação de impactos múltiplos pode explicar muito melhor o porquê da composição da Lua ser muito semelhante a da Terra.

Raluca Rufu afirma sobre a nova teoria: “Além disso, a semelhança da composição entre a Terra e a Lua no impacto gigante não pode ser explicada sem usar um pêndulo especial parecido com a Terra”. Rufu ainda acrescenta: “No entanto, se vários dos corpos contribuem para a formação final, suas ‘assinaturas químicas’ poderão, portanto, ser mascaradas em vestígios”, sua conclusão é de que um impacto como esse deixaria um histórico de informações químicas como rastro.

Saiba mais sobre a teoria de um único impacto que teria originado a Lua.