Grande asteroide passa próximo da Terra quase que despercebido

No último dia nove de janeiro, uma segunda-feira, confirmou-se que os radares das agências espaciais não são capazes de identificar todos os movimentos feitos por objetos que se aproximam do nosso planeta. A afirmação é por conta de um asteroide que podia medir até 34 metros de comprimento e passou bem perto da Terra – mais ou menos a uma distância que equivale à metade do espaço que nos separa da Lua.

O que impressiona é que, de acordo com a companhia Slooh, que faz transmissões de eventos espaciais, ele só foi identificado no sábado anterior “à visita”, dia sete, por pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. A rocha, chamada de asteroide 2017 AG13, tinha o tamanho de um prédio de dez andares e viajava a uma velocidade equivalente a 16 quilômetros por segundo.

Conforme declarações de um pesquisador da Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica (Nasa), a Terra não está preparada para se defender de uma colisão com um asteroide que possua grande potencial destrutivo. É justamente por conta disso, que o fato de um asteroide, que seja potencialmente perigoso, passar tão perto da Terra e de forma despercebida, ou seja, sem que aja um aviso prévio, preocupa tanto os cientistas.

O governo americano possui e já até divulgou um documento oficial que faz determinações sobre uma série de estratégias para lidar com esse tipo de situação -tanto durante, quanto após o possível impacto com esses objetos próximos da Terra (NEO – uma sigla em inglês que refere-se a Near Earth Objects).

Felizmente, de acordo com os cientistas, o impacto do 2017 AG13 não seria tão devastador quanto parece – apesar do seu tamanho. Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, criaram um simulador, chamado Impact Earth, que tem a capacidade de prever quais seriam as consequências no caso do asteroide ter colidido com o Terra. Segundo ele, se a colisão acontecesse a uma inclinação de 45 graus, o choque teria liberado uma quantidade de energia que seria dezenas de vezes maior do que a bomba atômica que explodiu no episódio de Hiroshima, no Japão. Contudo, o asteroide estaria a uma distância 16 quilômetros em relação ao solo, e isso diminuiria os efeitos do impacto, que seriam bem menores.

A Slooh disse que as consequências da colisão seriam parecidas com as observadas em 2013, na Rússia, quando a cidade de Chelyabinsk foi atingida por um asteroide de tamanho semelhante – entre elas, estão vidros quebrados e alguns prédios danificados.

Apesar do susto, a aproximação de asteroides como o 2017 AG13 não é um acontecimento que pode ser considerado incomum. Segundo dados do Near Earth Program, da Nasa, são esperados, só para o mês de janeiro, outros 38 objetos passando próximos ao nosso planeta.